Uma das maiores complicações do diabetes – doença ocasionada pela elevação descontrolada do nível de açúcar no sangue – aparece nos membros, sobretudo, os inferiores. Um exemplo é o chamado pé diabético. São pacientes que apresentam perda de sensibilidade (neuropatia) e diminuição sanguínea e ficam mais suscetíveis a queimaduras, cortes e perfurações na pele.
Médicos e enfermeiros das unidades de saúde participaram nesta quinta-feira, 20, do último dia da capacitação sobre o diabetes mellitus. O curso de qualificação foi promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (Cadh).
A ideia é que eles repassem as informações aos pacientes, visando alertá-los sobre os cuidados e formas de prevenir as complicações ocasionadas pela doença.
Conforme a enfermeira e dermatologista, Áurea Amorim, pacientes diabéticos devem usar calçados confortáveis – antes verificar se não há algo cortante dentro dele - lavar os pés e secá-los para evitar frieiras, além de hidratá-los.
“Não fazer a hidratação adequada nos pés, pode gerar fissuras e, consequentemente, ocasionar lesões, feridas”, informou. Outra dica para pacientes mais idosos e com deficiência na visão é fazer a investigação do pé utilizando um espelho. “Com isso, eles poderão reparar se há alguma ferida”, acrescentou.
Segundo a enfermeira, não é recomendado para a pessoa portadora da diabetes retirar as cutículas das unhas e nem cortá-la na forma arredondada. O correto é fazer apenas a limpeza, lixar e cortar quadrada. “Ao arredondar o formato da unha nos cantos, a tendência é encravar e inflamar. A retirada das peles também pode gerar feridas”, explicou.
Áurea Amorim afirmou que os pacientes que adotam esses cuidados têm menos probabilidade em ter o pé diabético. “Se desde a Atenção Básica – unidades do Programa Saúde da Família, UBS e policlínicas - houver a prevenção e os cuidados necessários, através de acompanhamento médico e controle da doença, não haverá as complicações”, pontuou.
Quando não tratada adequadamente, a ferida pode se agravar resultando em lesões de difícil cicatrização e até mesmo amputações.
No período da manhã, o curso abordou sobre os direitos do paciente portador da diabetes. A iniciativa teve a parceria do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba).
SecomPMFS
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