Feira de Santana é uma das cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde para a execução da campanha piloto “Hanseníase e verminose têm cura: é hora de prevenir etratar”. A iniciativa, desenvolvida através da parceria entre a Secretaria Municipal deSaúde, Rede de Atenção Básica, e Secretaria Municipal de Educação, tem como objetivo a busca ativa de crianças e adolescentes, entre cinco e 14 anos de idade, com suspeita ou diagnóstico de hanseníase e geometíases (verminoses).
A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Amarry Morbeck, explica que os resultados da campanha piloto serão referências para a construção de um manual que vai ser empregado em 2014, em todo o país. “A partir do próximo ano essa campanha será fixa no calendário do Ministério da Saúde”, pontua.
Todas as crianças e adolescentes (de cinco a 14 anos) estão recebendo o medicamento contra verminoses, em dose única, de forma preventiva. “Nós temos o comprimido mastigável, e os pais assinam uma ficha permitindo que a criança faça uso desse medicamento. O objetivo é estar diminuindo as notificações por diarréia, que é um dos sintomas, bem como todas as patologias associadas à infestação por parasitas ou vermes”, salienta Amarry.
Outra medida da campanha é a ficha de auto-imagem, que tem o objetivo de diagnosticar eventuais casos de hanseníase. “Os alunos levam para casa essa ficha, que vai parcialmente preenchida pelo professor. A partir daí o pai e a mãe fazem o exame visual na criança, verificando algum tipo de mancha pelo corpo e, por fim, encaminha essa ficha preenchida de volta para a escola”, explica.
As fichas são avaliadas pela equipe de saúde. “Caso sejam identificados sintomas, acriança vai ser examinada e, constatando a hanseníase, vai ser encaminhada para o Centro de Referencia, onde receberá o tratamento gratuito pelo SUS. Nos casos em queforem identificadas dermatoses, essa criança será acolhida pela nossa rede”, completa Amarry.
Ela observa que a iniciativa é uma ação preventiva. “Se a gente tratar essa criança evitaremos adultos com seqüelas no futuro, e também vamos prevenir uma proliferação da doença na cidade pois, onde há uma criança afetada, todos os seus comunicantes íntimos, como familiares, colegas e professores estão vulneráveis”, aponta Amarry. (Ordachson Gonçalves)
Secom/PMFS
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