Nesta quarta-feira, 19, comemora-se o Dia Mundial de Sensibilização da Doença Falciforme. Em 2002 a ONU estimou que uma a cada grupo de 650 pessoas tem esta doença, que é genética e não tem cura. Em Feira de Santana, 150 pacientes estão cadastrados no Programa Municipal de Referência em Anemia Falciforme. Este serviço é prestado na Unidade Básica de Saúde do CSU (Centro Social Urbano), na Cidade Nova.
Uma programação, na unidade, vai comemorar a passagem do dia. Os portadores da doença participarão de algumas atividades, como relatos de pacientes – que contarão suas histórias de vida, com foco na doença falciforme. A iniciativa objetiva integrá-los. O evento vai ser realizado pela manhã.
A doença pode ser diagnosticada pelo Teste do Pezinho e, quando adulto, pelo exame de eletroforese de hemoglobina. Na unidade os pacientes são atendidos por uma equipe multidisciplinar, formada por dois hematologistas – sendo um pediatra, nutricionista, assistente social, enfermeiros, técnicos de enfermagem, entre outros profissionais.
De acordo com a nutricionista Anailsa Lopes Lima, existem vários tipos da doença, sendo a “SS” a mais grave. Estas pessoas sentem fortes dores pelo corpo. Nas crises mais graves é necessário o internamento – a unidade de referência é o HDPA (Hospital Dom Pedro de Alcântara). “Este é um programa de alta complexidade”. Algumas pessoas buscam informações por telefone – 3603.7795.
Outro problema, diz a assiste social Roseli Amorim, é que a doença impede – ou dificulta sensivelmente, a inserção dos pacientes ao mercado de trabalho. Algumas pessoas se sensibilizam com a situação deles e doam cestas de alimentos.
Fátima Alves Almeida Santos é uma das pacientes. Na segunda-feira ela disse que estava sentido dores fortes nas articulações. Foi encaminhada para o HDPA. As dores nas articulações, diz a nutricionista, aumentam com o frio. (Batista Cruz)
Secom/PMFS
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