No ano passado, a hanseníase foi diagnosticada em 131 feirenses, três casos a mais do que em 2011. A doença, que não é letal, ataca a pele e nervos. É transmitida pelas vias aéreas. Um espirro, por exemplo.
O Dia Mundial de Combate à Hanseníase acontece no último domingo de janeiro, 27. É uma das doenças mais estigmatizadas pela humanidade. A hanseníase tem quatro tipos: intermediária, tuberculóide, dimorfa e wirchoviana -apenas as duas últimas são contagiosas, desde que não sejam devidamente tratadas.
Nos dois primeiros tipos, o tratamento leva seis meses. Nas formas contagiosas, o paciente deve usar o medicamento durante um ano. Isso a depender do estado clínico. Todas as etapas do tratamento são gratuitas.
A enfermeira Maria da Conceição Carneiro, que é responsável pelo programa, diz que quem tiver uma mancha no corpo e que observe a perda da sensibilidade térmica, deve imediatamente procurar o médico. Ela conta que muitas pessoas vão ao CSE Dr. Leone Leda com o diagnóstico em mãos, mas que não passaram pelas unidades de saúde do município.Foram a centros médicos particulares.
“São situações na qual o tratamento é iniciado tardiamente”, afirmou a enfermeira. Ela informa que o diagnóstico da hanseníase é clínico. “Quando existem dúvidas, pede-se uma biopsia”. De acordo com Maria da Conceição, são poucos os casos de faltosos ao tratamento. “Quando isso acontece a gente o procura para saber o que está acontecendo. É a chamada busca ativa dos pacientes.
Secom/PMFS