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Deputado intervirá para assegurar entidades negras no Carnaval

Política - 01/10/2013

Buscar mecanismos para que o Programa Carnaval Ouro Negro passe a ser uma política de Estado e assim assegure a participação permanente de entidades negras no desfile do Carnaval na Bahia. Esse foi o objetivo da audiência pública realizada nesta terça-feira (1), na Assembleia Legislativa. Como fruto do encontro, o deputado estadual Bira Corôa, que presidiu a mesa, agendará reuniões com órgãos estaduais para solucionar o problema.

Além da questão principal de regulamentação da lei, outras dificuldades que os setores vêm enfrentando foram pautadas durante o debate, e Bira Corôa se comprometeu em intermediar junto ao Governo.

Para o deputado, Jaques Wagner deu um grande salto com a criação do Projeto Carnaval Ouro Negro, porque valoriza entidades culturais que, ao longo do tempo, estavam sendo distanciadas do cenário carnavalesco. Contudo, esse projeto funciona como uma ação de governo sem sustentação porque não está regimentado por uma lei.

“Neste contexto, a audiência de hoje visou, acima de tudo, discutir a nossa indicação ao Governo do Estado de que o projeto torne-se Lei. Acredito que com a regulamentação diversos problemas discutidos nesta audiência serão resolvidos. Cerca de 50 entidades que estiveram aqui enriquecem o Carnaval da Bahia, atraem recursos e mostram nossa real identidade, preservando as raízes e valores culturais,” explicou o deputado.

Iracema Neves, da União de Afoxés, Afros, Reggaes e Samba do Estado da Bahia, ratifica que o Projeto precisa ser mantido e enfatiza: “Essa é um oportunidade ímpar de falarmos o que nos incomoda. O Carnaval Ouro Negro é necessário e muito bem-vindo, mas não tem sustentação. Ao transformá-lo em lei, vamos garantí-lo e fazermos restruturações importantes. Vamos buscar aporte do Governo e contamos com Bira Corôa para isso. O Carnaval Negro depende desse programa”.

Dentre os convidados que comporam a mesa, estiveram representantes da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial; Secretaria Municipal de Reparação; Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra; Conselho do Carnaval; Fórum de Entidades Negras; e segmentos do Reggae e do Samba.

Preconceito

Antes de iniciar a audiência, Bira Corôa pediu licença aos presentes e abriu um espaço para falar do crime de racismo sofrido pelo vereador de Santo Antônio de Jesus, Cristiano Sena. Emocionado, ele aclamou para todos se unirem a favor da causa.

"Peço apoio aos companheiros de luta para combatermos o racismo. A dignidade de um homem está em sua conduta e não na sua cor. Agradeço ao deputado pela força, representante do povo independente de sua cor ou raça," disse Cristiano.

Ana Rosa Ribeiro/Ascom

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