Um exemplo do gargalo logístico apontado pelo senador é a grande concentração de navios nos portos e de caminhões nas estradas que não conseguem descarregar seus produtos. “Um navio desses parado, por exemplo, corresponde a trinta mil dólares por dia de prejuízo para o estado, portanto é preciso ampliar e modernizar a infraestrutura portuária”, citou.
Pinheiro também frisou que a política federal de desoneração da economia, com a redução de tributos como o ICMS, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e impostos sobre serviços, tem mantido a economia aquecida, mas ponderou: “esta política acaba diminuindo a arrecadação dos estados e municípios, sendo preciso ajustar o pacto federativo para equilibrar a saúde financeira destes entes que ficam mais penalizados. É preciso colocar o dedo na ferida: O governo federal tem que abrir mão de parte da arrecadação”, disse, exemplificando com os impostos do setor mineral e os royalties do petróleo.
O senador disse ainda que o congresso precisa encontrar uma solução rápida para colocar um fim à guerra fiscal e defendeu critérios diferenciados para as regiões. “Na questão da reforma do ICMS, se não criarmos benefícios diferenciados, como vamos atrair futuros negócios para as regiões menos desenvolvidas?”, questionou.
Assessoria de Comunicação do Senador Walter Pinheiro (PT-BA)