O vereador Tonhe Branco (PSC) fez uso da tribuna da Câmara, nesta terça-feira (9), para alertar a população em geral sobre uma possível nova greve do policias militares do estado da Bahia, um impasse que a categoria enfrenta com o Governo Estadual.
O vereador informou que, no próximo dia 11 acontecerá em Salvador, no Clube dos Bancários, uma assembleia promovida pelo Sindicato da Polícia Militar, para discutir o reajuste que, segundo ele, deverá ser de 5.84% para todos os servidores estaduais, com a possibilidade de parcelamento e de não ser retroativo a janeiro.
“Isto não pode acontecer, porque será um motivo forte para uma greve, não apenas dos policiais militares, mas também de outras categorias. O Governo do Estado precisa tomar decisões acertadas, justas e urgentes, e cumprir o acordo feito com policiais na última greve”, disse.
De acordo com Tonhe Branco, a população não merece passar por mais uma situação de insegurança como foi vivenciada nas greves passadas da Polícia Militar.
“Onde foram mortas muitas pessoas. O povo da Bahia não quer mais passar por aquela sensação de terror, de medo, de desespero. Por conta disso, nós exigimos do governador que adote todas as medidas necessárias e urgentes para que seja evitada uma nova greve”, pontuou.
Correia Zezito descarta possibilidade de greve da PM
“Apesar de muitos meios de comunicação estarem falando de greve, esse não é o objetivo da assembléia geral dos policiais e bombeiros da Bahia, que acontecerá no próximo dia 11, no Ginásio dos Bancários, em Salvador”. A informação é do vereador Correia Zezito, que também é policial militar.
Em discurso na sessão legislativa nesta terça-feira (9), o vereador disse que a primeira Assembleia Geral de 2013 da Polícia Militar do Estado da Bahia irá discutir os seguintes tópicos:
“Anistia ampla para quem participou da mobilização de 2012, regulamentação da insalubridade e periculosidade e auxílio acidente; plano de carreira; auxílio transporte (Smart Card); fim da escala em ciclos / períodos; 25 anos de aposentadoria para as policiais militares femininas e criação do Código de Ética”.
Correia descartou a possibilidade de greve da Polícia Militar, salientando que “os policiais, o vereador Soldado Prisco e as associações não acreditam mais no movimento grevista. O que nós queremos é que o Governo do Estado não cometa a besteira de não acatar os pedidos dos policiais. Este Governo já cometeu vários erros com policiais, professores e, agora na saúde, com o Hospital Clériston Andrade”, afirmou.
Na oportunidade, Correia Zezito salientou que há mais de 50 policiais militares que exercem cargos eletivos no estado da Bahia, que defendem a categoria. “São vereadores, deputados, vice-prefeitos e prefeitos”, disse.
Ascom