O ano de 2012 é ano eleitoral. Em outubro, ainda distante, mas não tanto, quando falamos de politica partidária,os brasileiros irão às urnas para escolherem os seus prefeitos e vereadores por um período de quatro anos. Por conta de um ato de cidadania tão significativo é preciso que a população brasileira não esqueça que as práticas de corrupção, os escândalos, a falta de ética na política não se produziram de repente, antes tiveram que se processar por fases sucessivas, escandalosas ao longo do tempo e que veem transformando os hábitos e costumes da sociedade brasileira no seu dia-a-dia sem que os "homens públicos" tenham desempenhado o papel que lhes deve caber num justo equilíbrio das diversas partes do todo, pois os "ideais dos nossos homens públicos" co-habitam com a venalidade,sendo lobos em peles de cordeiros, sempre alimentando-se do grande bolo sem haver a justa distribuição do mesmo com o grande número de necessitados do país, o que é a regra.
Os "nossos homens públicos" vivem nas mansões cheios de pompas, alimentando a ambição exacerbada, favorecendo alguns em detrimento do grande número de cidadãos. Vendem a dignidade, ficam longe das gentes que os elegeram e vendem a própria liberdade, a consciência,para alcançarem seus objetivos quase sempre escusos.
Hoje, quase todos em todo o país ficam estarrecidos(felizmente) com os fatos que surgem no nosso cotidiano apontando para politicos de todos os níveis, juizes, militares que abusam dos poderes que detém e que esquecem dos principios humanos e constitucionais a que estão submetidos. Aí, os homens mais simples e os intelectuais que não se misturam com o que de ralé politica na sociedade, percebem que há de acontecer uma ruptura brusca entre o que está à vista e o que há de vir.
O homem como ser social precisa de leis e de principios morais, precisa produzir para viver, necessita de escolas, de educação, de segurança, de saúde, de emprego, de habitação, enfim, de exercer a sua cidadania. Mas, para adquirir tudo isso é necessário que as leis sejam justas, honestas, e para todos, indistintamente, afinal, ninguém pode estar acima da lei: nem governantes, nem legisladores (ironia) e para tal a sociedade civil deve estar sempre organizada, sempre atenta para expurgar os parasitas.
Como é notório, a politica brasileira deixou de ser um fator de entusiasmo para os jovens e mesmo as eleições municipais já não os atraem mais. Os partidos e os politicos não mais atendem a complexidade da sociedade atual e não se interessam pela miséria que marginaliza muitos, trazendo para essas pessoas a tristeza de conviverem, mesmo sem que tenham a exata noção da questão, com excesso de riqueza para uns poucos, riqueza em muitos casos questionável, luxos e desperdícios.
O dinheiro, motor que rege o homem na sociedade de consumo, ao lado do poder político dominam o homem, tornando-o um ser doentio, insensível aos problemas dos seus semelhantes, e a impunidade para os "nossos homens públicos" comprometendo a honradez da justiça...
As eleições municipais acontecerão em outubro deste ano. Mas, é preciso, urgentemente, que se construa um Brasil mais organizado e ético como estado, no qual a sociedade escolha um novo projeto com a escolha de homens de conduta ilibada para a administração pública nos campos do executivo e do legislativo, com um ponto de vista e com uma posição para o seu próprio futuro, bem definidos.
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Cezar Ubaldo é professor, poeta, cronista e autor de teatro
Cezar Ubaldo
Política