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Senado homenageou o Dois de Julho em sessão especial

Política - 06/07/2011

 

A data magna dos baianos, o Dois de Julho, foi tema de uma sessão especial realizada hoje (05) no plenário do Senado. A sessão solene, que foi requerida pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e subscrita pelos senadores Walter Pinheiro (PT-BA) e João Durval (PDT-BA), contou com a presença do Governador Jaques Wagner, do presidente do Senado, José Sarney, secretários estaduais, deputados baianos, além de representantes de instituições ligadas aos movimentos sociais. A data marca a vitória dos baianos, em 1823, sobre as tropas portuguesas que ocupavam a província.

O senador Pinheiro destacou que o Dois de Julho, assim como também o 25 de Junho, merece entrar no calendário da história nacional, “para que não fique uma coisa exclusiva dos soteropolitanos, dos cachoeiranos nem só dos baianos, mas para que, verdadeiramente, todos no País possam conhecer e se orgulhar da nossa gente, que, de forma brava e corajosa, lutou pela independência do Brasil e pela independência da Bahia”.

Pinheiro revelou ainda que vai levar para o Senado seu projeto, enquanto deputado federal, propondo que anualmente, no Dois de Julho, a capital do Brasil seja transferida simbolicamente para Salvador.  O Senador baiano também propõe a inclusão do dia 25 de junho no calendário oficial de efemérides históricas do Brasil, data que é o marco das lutas dos cachoeiranos no processo da independência da Bahia.

Aeroporto Internacional Dois de Julho

O governador da Bahia, Jaques Wagner, se manifestou a favor do retorno do antigo nome do aeroporto da capital baiana, Aeroporto Internacional Dois de Julho. O aeroporto teve seu nome mudado para Luís Eduardo Magalhães, em homenagem ao deputado federal baiano falecido em 1998.

“Nenhum homem individual pode substituir a saga de um povo”, justificou Wagner, depois de destacar que tomava aquela posição apesar da amizade que nutria por Luíz Eduardo, filho do também falecido senador e governador baiano Antonio Carlos Magalhães.

Os portugueses abandonaram Salvador em 2 de julho de 1823, quase um ano após a proclamação da Independência do Brasil. Antes disso, em junho de 1822, os cachoeiranos assumiram a liderança do movimento que deflagrou a guerra pela independência baiana, ao reagir às investidas de militares portugueses que tentavam sufocar a mobilização popular contra a dominação colonial. Foi no dia 25 de junho, com o povo em marcha pelas ruas, que os vereadores redigiram uma ata aclamando D. Pedro de Alcântara príncipe regente perpétuo do Brasil.

Também participaram da solenidade os ministros Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário), Mario Negromonte (Cidades), José de Castro Meira (STJ), o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro de Araújo, os secretários estaduais de Desenvolvimento Social, Carlos Brasileiro; de Saúde, Jorge Sola; de Segurança Pública, Mauricio Barbosa; de Justiça e Direitos Humanos, Almiro Sena, e da Secretaria de Relações Internacionais, Fernando Schmidt. Os deputados Rui Costa (PT),  Alice Portugal (PCdoB), Antonio Brito (PTB), Luis Argolo (PP), Geraldo Simões (PT), Daniel Almeida (PC do B), Luis Alberto (PT), José Carlos Araújo (PR) estiveram presentes. Prestigiaram também o evento a prefeita de Mangabeira, Domingas Souza da Paixão, Vovô do Ilê, Zulu Araújo, membro do PSB e ex-presidente da Fundação Palmares e João Jorge, do Olodum. O Hino Nacional brasileiro e o da Independência da Bahia foram interpretados pela cantora baiana, Márcia Short, acompanhada do músico Clodoaldo Lima.

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