Para Pinheiro, a definição serviria de base para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) cobrar das empresas a universalização. E possibilitaria à Telebrás utilizar adequadamente os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), o que não ocorre hoje. "Todo mundo diz que banda larga é essencial. Se é essencial, nós poderíamos utilizar esses recursos do Fust para promover a chegada da banda larga no país como um todo", argumenta o senador.
Relatório apresentado nesta terça (2) pelo senador Anibal Diniz (PT-AC), a pedido da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), mostrou que o país ficou aquém da meta fixada para 2014 no PNBL: 35 milhões de residências com internet de banda larga a um preço de R$ 35 mensais. As entidades de defesa do consumidor acusam as empresas de não se esforçarem para promover os planos mais baratos; e acusam o governo federal de não cobrar a universalização prevista no programa. As empresas do setor alegam que a alta carga tributária e a burocracia dificultam a expansão da banda larga.
Uma mudança defendida pelas empresas é a aprovação da Lei Geral das Antenas, que está na pauta do Senado. O projeto cria uma regra nacional única para a instalação de torres de telecomunicações – hoje cada estado e cada município pode estabelecer seu próprio critério. Para Pinheiro, que é o relator do projeto, a Lei das Antenas também será um avanço.
"O Brasil hoje precisa de mais ou menos umas 50 mil antenas. Ainda que a gente reduza isso para 35 ou 40 mil, por conta da utilização do espectro na nova faixa de 700 Mhz, o custo é muito elevado. Portanto, é fundamental que nós aprovemos essa lei aqui, para dar maior agilidade para a instalação dessa infraestrutura e mais rapidez para ter banda larga em todo o país", diz Pinheiro.
Ascom - Walter Pinheiro (PT-BA)
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