O debate mobilizou estudiosos em ciultura popular - Foto: Lázaro Menezes
Compondo a mesa do ciclo de palestras ‘Conversando sobre Patrimônio’ ontem (quarta, 29), no auditório do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC), o pesquisador e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e Conselheiro de Cultura, Paulo Miguez, sugeriu a criação de um Museu do Carnaval.
“É preciso haver estudos numéricos, alguns já iniciados pela Secretaria de Cultura do Estado, para criar uma agenda de pesquisa resgatando a memória e viabilizando um museu da festa, como existem em vários países. O nosso carnaval já é um patrimônio”, afirmou o especialista no evento.
A palestra é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), que acontece mensalmente durante todo o ano de 2011, sempre abordando temáticas relacionadas aos bens culturais baianos, sejam eles materiais ou imateriais.
Além de realizar dezenas de pesquisas na Bahia e Brasil, de integrar a equipe do então presidente Lula no Ministério da Cultura (MinC), Miguez morou em Nova Orleans, Estados Unidos da América, cidade norte-americana que também tem seu carnaval, festa que foi objeto de pesquisa desse estudioso baiano. O Secretário de Cultura do Estado, Albino Rubim, já havia sugerido através de artigo a criação de um Museu do Carnaval para a guarda do acervo e preservação da história do carnaval da Bahia.
Durante o evento, Miguez ressaltou ainda que “é preciso se criar um fundo de desenvolvimento carnavalesco e abrir editais temáticos. Seria interessante se criar um livro de registros das celebrações populares e valorizar mais as escolas de samba da Bahia”, diz.
O debate foi focado nas festas populares baianas, atraindo agentes e produtores culturais, artistas, representantes de associações, técnicos do IPAC e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – órgão do MinC – guias de turismo, representantes da secretaria de cultura de Camaçari e de grupos de afoxés que lotaram o espaço que homenageia a atriz baiana já falecida, Nilda Spencer.
A mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Ufba e assessora do Iphan/BA, Carmita Baltar, disse que o evento “visou ampliar a discussão entre a relação que as festas têm com o espaço e as ações de salvaguarda para essas referências culturais”.
Já Jânio Castro, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Ufba e estudioso do São João na Bahia, afirmou que “é preciso discutir as festas juninas do ponto de vista educacional. A festa deve ser como ela é, respeitando a especificidade de cada lugar”, afirmou. Outro integrante da mesa, o produtor cultural e fundador da Associação Viva Salvador, Dimitri Ganzelevitch, refletiu que “temos que valorizar a diversidade da cultura popular na Bahia”.
O próximo encontro será no mesmo auditório do CEC no dia 13 de julho com o tema ‘O material e Imaterial no Cortejo do 2 de Julho’ e em agosto será discutida a ‘Política Nacional para o Patrimônio’ com a presença do Presidente Nacional do Iphan, Luiz Fernando de Almeida. As palestras são sempre abertas ao público, até a lotação máxima do auditório do CEC. Mais informações via telefones (71) 3117-6491 e 3117-6492, ou endereço eletrônicoastec.ipac@gmail.com. Confira ainda o site www.ipac.ba.gov.br.
Assessoria de Comunicação Ipac
Especiais
Especiais
Especiais
Especiais
Especiais