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181 alunos do Municipal têm deficiência

Educação - 21/02/2014

No nono ano, Thays Lima revela que deseja ser professora. Diz que o conteúdo que lhe é passado na sala de aula é importante para a vida e que o conhecimento é fundamental para atingir seus objetivos. Surda e muda, a adolescente é um dos 181 deficientes matriculados no Centro Integrado de Educação Municipal Professor Joselito Amorim.

São surdos e mudos, cegos e pessoas com baixa visão que frequentam as aulas regularmente na instituição. O grupo representa quase 15% de todo alunado. E todos os dias, diz a diretora Marta da Graça, o Municipal, como também é conhecido, enfrenta o desafio de passar conhecimento para este grupo, que assiste as aulas em salas regulares. Não há separação.

Por meio de uma conversa por Libras (Língua Brasileira de Sinais), com a intérprete Waldéria Dantas, a adolescente explicou que deseja ser professora porque quer ajudar surdos e mudos a ser alfabetizados. “Eles precisam aprender a ler e a escrever”.

Por motivos óbvios, esta turma tem um ritmo diferenciado, mas nada que os impeça de assistir as aulas com os demais colegas. Precisam de um tempo maior para assimilar o que lhes é passado. É neste ponto que entra o essencial serviço do intérprete de Libras. É ele que faz a ponte entre o professor e os deficientes. Devem ser rápidos e eficientes.

Waldéria Dantas comenta que ‘seus alunos’ sentem dificuldade em língua portuguesa. Entende que eles são alfabetizados em sinais antes de aprender a matéria. Daí a dificuldade. “Nas demais, tudo normal”. Outro ponto é com relação ao tempo das provas. Estes alunos ganharam uma hora a mais do que os colegas regulares.

A diretora disse que estes alunos recebem reforço escolar no contraturno, com professores especializados, na Sala de Recursos Multifuncional. Os surdos recebem reforço em Libras (principalmente aqueles que não conhecem a língua em profundidade ou a desconhecem), os cegos, braile e soroban e aqueles que têm deficiência intelectual são acompanhados por pedagogos. Tudo com foco no rendimento dos alunos.

Marta da Graça elogia o rendimento desta turma especial. “Alguns têm notas melhores do que colegas ouvintes”. Diz que o desenvolvimento cognitivo depende do grau de deficiência de cada um deles e que deficiência em língua portuguesa apenas é corrigida quando as crianças, antes de serem alfabetizadas em Libras, aprenderem este idioma.

Secom/PMFS

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