Os participantes da jornada foram surpreendidos com a apresentação da orquestra sinfônica - Foto: SecomPMFS
Emoção e muita alegria marcaram o encerramento da Jornada Pedagógica 2014 na tarde de ontem, 30, no Olimpo, quando professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas municipais foram surpreendidos com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Sisal, de Conceição do Coité. Os professores ficaram maravilhados com o talento de 42 jovens músicos.
Depois de dois dias inteiros discutindo a construção de uma proposta curricular para as escolas, os professores ganharam dois presentes especiais: primeiro, o anúncio da entrega dos tablets para todos que integram a rede municipal; segundo, o concerto da Orquestra.
No repertório, música clássica, regional, a autêntica MPB e até mesmo, hits do momento. Os jovens músicos do sisal trouxeram canções de Mozart, Luís Gonzaga, Tom Jobim, Touquinho e até mesmo samba e tango argentino.
Das discussões teóricas os professores saltaram para o plano da emoção, deixando que a boa música selasse o encerramento da Jornada Pedagógica e celebrasse o início de mais um ano letivo na rede municipal.
"Encerramos com um presente cultural mesmo, estou muito encantada", disse a professora Zélia Trindade Moraes. "Desde que estou na rede nunca participei de um evento assim, de tão grande nível, foi bom mesmo", comemorou a professora Celian Silva.
O secretário de Cultura, Jailton Batista, responsável pela vinda da Orquestra a Feira de Santana, prestigiou a apresentação ao lado da secretária Jayana Ribeiro. "Momento único em que proporcionamos este belo concerto aos professores, estamos felizes e gratos pela oportunidade e parceria com a Secretaria de Cultura", avaliou Jayana.
Professores destacam alto nível da Jornada
O debate de aspectos diversos da construção de uma proposta curricular para a rede municipal, em vários dos segmentos do ensino fundamental, marcou os dois dias da Jornada Pedagógica, evento que reuniu mais de 1.800 professores da rede municipal de ensino, no Olimpo. Grande parte dos educadores destacou a qualidade das palestras, proferidas por acadêmicos e pesquisadores de várias universidades brasileiras. Esta programação foi encerrada ontem, 30, mas hoje, as atividades seguem nas escolas.
"Um evento que nos impactou, ampliou o nosso conhecimento em relação ao currículo escolar, que a gente agora só tem que colocar em prática o que assimilou com a jornada pedagógica. Foi um evento alegre, organizado, realmente de alto nível", avalia a professora Celian da Silva Silva, professora da Escola Municipal Jacira Almeida Santos, localizada no Feira IV.
Realizada, a professora Zélia Maria Trindade Moraes, da Escola M. Dr. Colbert Martins da Silva, de Jaguara, qualificou o evento como positivo. "Esta jornada mexeu com a gente, trouxe ações que nos provocaram, nos fizeram pensar sobre a seriedade do nosso trabalho, no impacto que deve ter o trabalho pedagógico nas escolas. Realmente, a Secretaria de Educação está de parabéns", disse a professora.
No encerramento do evento, a secretária de Educação, Jayana Ribeiro, agradeceu aos professores pela participação efetiva e por ter prestigiado o evento. "Tanto os temas de cada palestra quanto os acadêmicos escolhidos para as conferências foram pensados de forma que as discussões em torno do tema principal, currículo escolar, fossem bem fundamentadas e apresentassem boas propostas para a nossa rede, com a participação de todos os professores. Estamos satisfeitos com o resultado final", comemorou a secretária.
Mudanças no currículo e cultura
africana debatidos na Jornada
A inserção de mudanças no currículo destinado à Educação Infantil e também de aspectos da cultura africana na educação fundamental foram destacados pelos conferencistas na tarde de ontem, 30, última atividade da Jornada Pedagógica, evento que reuniu aproximadamente 1800 professores da rede municipal, no Olimpo. Hoje, o evento prossegue nas escolas.
Durante dois dias, professores, coordenadores pedagógicos e gestores das unidades de ensino participaram de palestras, mesas-redondas e debates, dialogando com conferencistas de diversas universidades brasileiras sobre aspectos relacionados à construção de uma proposta curricular para as escolas, tema central do evento.
A educação infantil foi abordada pela professora mestre Maurícia Evangelista, da equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação de Salvador. Ela destacou mudanças que devem acontecer no currículo. "O desenvolvimento integral da criança - afetivo, social, cognitivo, lúdico - deve ser acompanhado em parceria entre a família e a comunidade, é essencial que haja essa relação para o bom desenvolvimento do aluno", defendeu a professora.
O professor doutor Henrique Cunha, da Universidade Federal do Ceará, ressaltou a importância de trazer aspectos da cultura africana para a educação fundamental. "Essa cultura deve fazer parte do conteúdo escolar. Durante a educação infantil, as crianças devem aprender sobre a história africana, isto pode ampliar o conhecimento e contribuir para o ensino de diversas disciplinas como matemática, astrologia, biologia e outras", garantiu Henrique.
Educação inclusiva e diretrizes são tema de debate
Debater os desafios da educação inclusiva e levantar diretrizes para elevar a qualidade do ensino das escolas da rede municipal. Estes foram os principais pontos da mesa-redonda "Currículo escolar e diversidade: desafios da inclusão escolar", que marcou a programação da Jornada Pedagógica na manhã de hoje, 30. O evento vai ser encerrado às 17:00, no Olimpo. Nesta sexta-feira, a Jornada transcorre nas escolas.
Em sua fala, a professora Eniceia Gonçalves falou sobre a importância da educação especial no sistema regular de ensino. Segundo ela, a expectativa é que existam mais de 1 milhão de estudantes com necessidades educacionais especiais, no entanto, cerca de 800 mil integram as redes de ensino. "É preciso valer-se de estrategias de ensino que respeitem as necessidades específicas de aprendizadem de todos os estudantes envolvidos no processo. O alunos regulares possuem aulas cinco dias por semana, cinco horas por dia. Aqueles com necessidades educativas especiais também necessitam de um plus", defende Eniceia, doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo.
Pesquisadora da área de Educação do Campo, a professora Ludmila Cavalcante citou a necessidade de garantia dos direitos para os sujeitos que vivem no campo, "tanto no ambito profissional, quanto na visão dos alunos: "As condições de trabalho devem ser resguardadas. Tanto no quesito físico, oferecer um local de trabalho digno, quanto na jornada de trabalhado, e também em todas as demais áreas que cercam o processo. O direito ao aprendizado do aluno é outro ponto que deve ser levado em consideração", observa Ludmila.
A professora Tânia Dantas abordou a Educação de Jovens e Adultos, EJA, destacando a importância da formação dos educadores que atuam neste segmento, "inclusive com a possibilidade de se integrarem a cursos de pós-graduaçao nesta área. O mestrado representa um grande desafio para nós, porque é a primeira iniciativa de qualificação stricto sensu na área de EJA na Bahia. Trata-se de uma proposta inovadora".
Secom/PMFS
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