Terça-feira (12) será realizada na Assembleia Legislativa, às 9h30, audiência pública “Contra o extermínio da juventude negra. Nem um passo atrás”. O objetivo é discutir sobre a alta taxa de homicídios contra o jovem negro e levantar sugestões para os órgãos competentes para promoção e integração de ações de prevenção à violência, com foco no enfrentamento ao racismo.
Segundo o Mapa da Violência, entre 2002 e 2010, as ocorrências de mortes afrodescendentes na Bahia saltaram de 1.282 para 4.659 assassinatos. Neste cenário, a Bahia é o Estado que lidera o ranking nacional de homicídios de jovens com idades entre 15 e 24 anos e o maior índice de crimes contra negros.
A audiência é promovida pela Comissão de Promoção da Igualdade da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual Bira Corôa, em parceria com o Fórum Nacional de Juventude Negra e o Programa Juventude Viva.
Para compor a mesa, foram convidados Cézar Lisboa, da Secretaria de Relações Institucionais; Maurício Barbosa, da Secretaria de Segurança Pública; Ailton Ferreira, da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos; Elias Sampaio, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi); Coronel Alfredo de Castro, da Polícia Militar da Bahia; Elder Mahin, do Fórum Nacional do Juventude Viva; e Dj Branco, do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra.
Dados da violência na Bahia e no Brasil
Segundo o Mapa da Violência, entre 2002 e 2010, a partir dos registros do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, morreram assassinados no País 272.422 cidadãos negros, média de 30.269 assassinatos por ano. Só em 2010, foram 34.983 mortos. O mesmo estudo, ao analisar o conjunto da população, constata que também entre 2002 e 2010 as taxas de homicídios brancos caíram de 20,6 para 15,5 homicídios (queda de 24,8%), enquanto a de negros cresceu de 34,1 para 36,0, um aumento de 5,6%.
Assim, se em 2002 morriam assassinados, proporcionalmente, 65,4% mais negros do que brancos, no ano de 2010 este índice saltou para 132,3%. As taxas juvenis duplicaram, ou mais, às da população total: em 2010, enquanto as taxas de homicídio da população negra total era de 36,0, a dos jovens negros foi de 72,0.
A Bahia repete o quadro nacional. O percentual de homicídios somando-se pretos e pardos cresceu 263,4% entre 2002 e 2010. As ocorrências de mortes afrodescendentes saltaram de 1.282 para 4.659 assassinatos, informa o Mapa da Violência 2012. No mesmo período, as mortes de brancos subiram 145,9%, de 137 para 337 casos.
Ainda segundo o Mapa da Violência 2012, a Bahia é o Estado que lidera o ranking nacional de homicídios de jovens com idades entre 15 e 24 anos e o maior índice de crimes contra negros.
Fonte: Portal do Mapa da Violência
Ascom - Deputado estadual Bira Corôa (PT-BA)