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Fundação Pedro Calmon cria comissão para organizar homenagem aos 220 anos da Revolta dos Búzios

Eventos - 23/11/2017

Símbolo da luta por liberdade e igualdade entre os povos, a Revolta dos Búzios completa 220 anos em outubro de 2018. Para celebrar a data, a Fundação Pedro Calmon (F`PC), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), criou nesta quarta-feira (22), durante reunião na sede da entidade, em Salvador, uma comissão organizadora composta por órgãos públicos e entidades ligadas ao movimento negro. O grupo tem como objetivo organizar, elaborar, coordenar e aprovar a programação das atividades a serem desenvolvidas em comemoração ao movimento histórico.

“Esse é um dos eventos mais importantes para a história da Bahia, e essa comissão pretende observá-lo sob uma ótica mais moderna e sem preconceitos. Vamos lançar uma edição revisada sobre os autos da devassa da revolta com os documentos existentes no Arquivo Público da Bahia”, explicou o diretor geral da Fundação, Zulu Araújo. Ele salientou ainda que a entidade está idealizando um evento nacional, um colóquio para debater e discutir com historiadores e pesquisadores. “Mas também queremos ouvir a sociedade e as instituições sobre o que elas propõem para discutir nesse período”.
Zulu destacou a importância de aproximar a história da juventude. “Também queremos produzir um game em parceria com as secretarias estaduais da Educação e de Ciência e Tecnologia [Secti] e com a Fapesb [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia] para que possamos colocar os mais jovens em contato com os nossos acontecimentos históricos, possibilitando que eles desenvolvam reflexões criticas sobre esses fatos”.
Além da Fundação Pedro Calmon, participam da comissão a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, a Associação Nacional de História – Seção Bahia (Anpuh/BA), o Grupo Cultural Afro-Brasileiro Olodum, a Sociedade Cultural, Recreativa e Carnavalesca Malê Debalê, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e as secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e da Educação,
Para o presidente do Olodum, João Jorge, a comissão representa um marco para o estudo das influências do povo negro na história da Bahia. “Queremos juntar a experiência dos blocos afro com essa ação estatal de reconhecimento. Queremos que os habitantes de todos os municípios de nosso estado possam conhecer a mais fantástica história de luta pela liberdade desse País e que terminou com o sacrifício de jovens negros e mestiços baianos que são heróis de nossa pátria”.

Fotos: Camila Souza/GOVBA

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