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A melhor herança

Contos e Crônicas - 18/02/2014

 

A MELHOR HERANÇA
Durante um mês, uma adolescente norte-americana, Tonya Kline, foi condena a ficar 
acorrentada à mãe, 24 horas por dia. A inusitada sentença foi dada por um juiz da 
Carolina do Sul, em virtude de Tonya ser muito agressiva. O juiz notificou a mãe, 
Débora Harter, obrigada a acompanhar a filha amarrada por um bracelete de couro, 
AO LONGO da história da humanidade, foram esboçadas dezenas de teorias educacionais. 
Para Rousseau, era exatamente a educação que estragava as crianças. Para ele, o homem é 
naturalmente bom, a educação o estraga. Evidentemente, a teoria do “bom selvagem” não 
tem qualquer fundamento. Podemos situar dezenas de teorias entre dois extremos: liberdade 
total ou vigilância absoluta. Evidentemente, o meio-termo já é um começo de solução.
A PESSOA traz do berço inúmeras tendências para o bem e para o mal. Deixar a criança à 
vontade, deixá-la fazer o que quer, quando quer, não é educação. É prepará-la para futuras 
frustrações. Quando os pais não castigam os filhos eles serão castigados pela vida, afirmava 
DESDE CEDO, a criança precisa saber que existem limites e normas. Precisa aprender 
a aceitar um não. Nem tudo deve ser permitido. A criança deve saber que há horas para 
estudar, horas para a TV. Precisa saber que existem normas sociais. Afinal, ela não é a dona 
do mundo. Sua liberdade pára diante da liberdade dos outros.
HOJE, a pedagogia não aceita falar de castigo. No entanto, todas as correntes pedagógicas 
sérias sustentam que a criança precisa aprender o que é certo e o que é errado; o que pode 
ou não pode; o que deve ou não deve. E se a criança insistir em passar por cima de tudo 
isto, os pais ou educadores devem ser severos e bons. Apenas severidade não serve, como 
não serve somente bondade. Severidade e bondade devem andar juntas na formação de 
UMA VEZ PERGUNTARAM a Napoleão: com que idade deve iniciar a educação de um 
filho? Ele respondeu: 20 anos antes de nascer; educando-se a mãe. Educar é tarefa feita 
com amor e criatividade. Sem dúvida nenhuma, a melhor herança que os pais e educadores 
podem deixar aos filhos e alunos é uma sólida educação.
Itamar Vian
Arcebispo Metropolitano
di.vianfs@ig.com.br

Durante um mês, uma adolescente norte-americana, Tonya Kline, foi condena a ficar acorrentada à mãe, 24 horas por dia. A inusitada sentença foi dada por um juiz da Carolina do Sul, em virtude de Tonya ser muito agressiva. O juiz notificou a mãe, Débora Harter, obrigada a acompanhar a filha amarrada por um bracelete de couro, preso a um cinturão.

AO LONGO da história da humanidade, foram esboçadas dezenas de teorias educacionais. Para Rousseau, era exatamente a educação que estragava as crianças. Para ele, o homem é naturalmente bom, a educação o estraga. Evidentemente, a teoria do “bom selvagem” não tem qualquer fundamento. Podemos situar dezenas de teorias entre dois extremos: liberdade total ou vigilância absoluta. Evidentemente, o meio-termo já é um começo de solução.

A PESSOA traz do berço inúmeras tendências para o bem e para o mal.  Deixar a criança à vontade, deixá-la fazer o que quer, quando quer, não é educação. É prepará-la para futuras frustrações. Quando os pais não castigam os filhos eles serão castigados pela vida, afirmava uma antiga teoria.

DESDE CEDO, a criança precisa saber que existem limites e normas. Precisa aprender a aceitar um não. Nem tudo deve ser permitido. A criança deve saber que há horas para estudar, horas para a TV. Precisa saber que existem normas sociais. Afinal, ela não é a dona do mundo. Sua liberdade pára diante da liberdade dos outros.

HOJE, a pedagogia não aceita falar de castigo. No entanto, todas as correntes pedagógicas sérias sustentam que a criança precisa aprender o que é certo e o que é errado; o que pode ou não pode; o que deve ou não deve. E se a criança insistir em passar por cima de tudo isto, os pais ou educadores devem ser severos e bons. Apenas severidade não serve, como não serve somente bondade. Severidade e bondade devem andar juntas na formação de crianças e jovens.

UMA VEZ PERGUNTARAM a Napoleão: com que idade deve iniciar a educação de um filho? Ele respondeu: 20 anos antes de nascer; educando-se a mãe. Educar é tarefa feita com amor e criatividade. Sem dúvida nenhuma, a melhor herança que os pais e educadores podem deixar aos filhos e alunos é uma sólida educação.

 

Itamar Vian

Arcebispo Metropolitano

 di.vianfs@ig.com.br

 

Navildo Vian

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