Que todos os homens, mulheres, crianças, idosos, todos os de boa-vontade abram portas e janelas de suas casas e deixem nelas entrar o Espírito de Natal para que sejam os regentes da sinfonia do amor e da paz nos corações de todas as gentes.
Que os senhores do mundo façam com que o respeito à soberania de cada povo seja uma verdade para que na terra do nascimento de Jesus Cristo se estabeleça a harmonia para que à luz da sabedoria, todos se irmanem.
Que os homens ávidos por dinheiro e poder lembrem-se de que a vida terrena é só uma breve passagem e que para o corpo humano nada é definitivo e que em milésimos de segundo tudo acaba. Que todos aqueles que amam de verdade, aos que sorriem, aos que procuram falar a língua dos anjos, que saibam que a vida toda, essa é a verdade possivel de ser exercitada.
Aos que odeiam, que vilipendiam, aos que queimam corpos de outros homens, numa "brincadeira" macabra, aos que matam e depois gargalham, deixando familias imersas na dor, aos que estupram, aos que roubam cínicamente os cofres públicos deixando milhares de criaturas sem leitos nos diversos hospitais do país, sem escolas públicas de qualidade para que nossos jovens sejam devidamente educados para serem cidadãos, sem transporte, tudo de qualidade; a esses, nem o Espírito de Natal aliviará as penas.
Somos hoje, sete bilhões de pessoas no planeta Terra, casa de todos e, mesmo assim, estamos diuturnamente querendo destruir nossa casa, o nosso planeta que nos dá pão e água e ainda outras maravilhas gratuitas que o homem vende à revelia da própria natureza e nós, como monstros, não sabemos cultivar. Precisamos, então, chamar para o nosso cotidiano o Espírito do Natal para que as pessoas não sejam boas durante apenas vinte e quatro ou quarenta e oito horas, presenteando familiares e amigos, colaborando para o fortalecimento do comércio e de uma sociedade cada vez mais voltada para tornar o dinheiro a coisa mais preciosa para o homem,enquanto de paz interior e de felicidade ele nada entende.
O bom mesmo é que tenhamos o Natal de todo dia para que o homem se transforme em instrumento da paz, que sempre se faça o ser do bem, tratando o próximo com respeito, dignidade e, assim, amando-o como a si mesmo, em um processo fraterno, construindo em cada seu ambiente a festa de amor à vida, do principio ao fim de todos os momentos, sendo responsável por tudo aquilo que cultiva. Assim seja o nosso Natal, sempre.
Que os homens celebrem o ano novo de 2013 com o desejo de que a pacificação social seja o presente maior para todos.
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Cezar Ubaldo é professor, poeta, cronista e autor teatral
Cezar Ubaldo