Cumprindo a missão na terra, numa passagem longa e larga, o velho menino Oscar de zelos tão densos pela amizade, fez questão de na sua passarada entre nós deixar no concreto traços retos circulares que nos faz memorizar nossa presença no planeta.
Lúcido até o epílogo e com seus movimentos corporais espontâneos, trabalhou praticamente até o último suspiro de vida mortal. Poeta, amante e seresteiro, foi desses que enlaçou alegria, conhecimento e labuta, em atos tão próximos e misturados que, ao ser designado para construir Brasilia fez questão de carregar sua turma, que necessariamente não se resumia a técnicos de construção.
A vida de Niemeyer não foi só um sopro, foi um assobio de proeza, grandeza e simplicidade que agora salta para cima, para um patamar que eterniza. Com certeza o criador terá um consultor dos melhores para saber a quantas anda o sentido da humanidade, mas principalmente ter conhecimento de quem esculpiu, planejou, executou, calculou e tatuou entre nós amor por tudo que fez. Oscar Niemeyer seguirá, e daqui para frente se eterniza mais ainda.
Dep. Zé Neto , 06 de dezembro de 2012.
Ascom Zé Neto