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A cidade e suas escolhas

Contos e Crônicas - 03/09/2012

Os politicos trabalham com o imaginário popular.Assim,cada um deles usa a capacidade que tem de envolvimento através das imagens e das promessas de campanha para levar ao delírio e à uma crença exacerbada de que farão o que prometem, multidões de eleitores que por sua vez vão deixando de lado,esquecidos da realidade em que vivem, o questionar as necessidades diárias de sua cidade, os problemas específicos que vão tornando-se crônicos, dos seus bairros, a realidade de suas escolas, dos postos de saúde, dos mais simples às policlínicas, o desemprego sempre presente como uma praga, a imersão de jovens no mundo das drogas,a insegurança em que se vive,a má iluminação pública,a falta de pavimentação das ruas em diversos bairros periféricos,os problemas distritais,que são muitos, o lixo, que por muitas vezes se acumula durante o dia nas ruas da cidade, enfim, problemas sociais que deveriam ser vistos e resolvidos ao longo de um período de mandato governamental para otimizar  o bem-estar social. Entretanto, a massa eleitora, quase toda embotada com tantas propostas mirabolantes e quase sempre fora da realidade do município, não consegue assimilar o que é, na verdade, essencial  para o bem viver e vai se deixando levar pela retórica dos candidatos que quase sempre deixa do mais simples ao mais exigente eleitor, atordoado ou mesmo irritado com promessas vãs. Aí, então, a chuva de promessas eleitoreiras (a maioria delas não se concretiza porque dizem faltar sempre tempo para  todas as realizações nos primeiros quatro anos) envolve a todos e ficamos quietos ou pensando com nossos botões se agora vai dar certo?!. E, será mesmo que tudo vai acontecer de forma melhor, mais racional a partir de primeiro de janeiro de 2013? Bem, inicialmente para os legisladores eleitos ou re-eleitos e para os gestores do executivo municipal, sim, pois já entram o novo ano com um gordo aumento de 60% nos seus vencimentos enquanto a massa trabalhadora receberá um salário mínimo de R$ 670,00. E, isso vem como uma forma de agradecimento ao público eleitor que inconsequentemente brigou, rasgou a roupa, atropelou o outro, irresponsavelmente desrespeitou pensamentos mais sérios e voltados para uma política verdadeira, porque não perceberam que a própria vida é Filosofia Politica que precisa ser cuidada com respeito e seriedade e que por conta disso o eleitor tem de pensar sempre no que há de melhor para que ele,o eleitor, seja efetivamente visto como sujeito da sua história,como cidadão que percebe que a sua cidade é a sua casa, a sua geografia, a sua história e que a politica é importante, sim, sendo eles cândidos ou limpos (por isso são chamados de candidatos) e por assim ser, mister se faz escolher homens e mulheres que possam representar a comunidade local da forma mais ética possivel.

Por fim, que todos possam celebrar a democracia, esse regime construido pelos gregos,que tem muitos pontos altamente positivos, mas que hoje já precisa de um olhar mais profundo para não se firmar como a ditadura invertida. Então, que viva a democracia. Que venha outubro. Ah, e que estejamos sempre de olho na nossa independência...

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Cezar Ubaldo é professor, poeta, cronista e autor teatral

Cezar Ubaldo

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