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Contos e Crônicas - 25/07/2012

Enquanto os professores da rede estadual de ensino sustentam uma greve por mais de CEM  dias, de forma corajosa e com a consciência de que o Sindicato de uma categoria de trabalhadores não deve, de forma alguma, ficar atrelado ao governo, seja ele de qual sigla partidária for, para que possa reivindicar da forma mais verdadeira e clara os seus direitos legais, essa greve, sustentada por professores e com apoio de pais, estudantes e a sociedade continua SEM que o governo Wagner perceba a importância da Educação para um povo, além da importância do papel do Professor na vida de todos, esta realidade talvez desconhecida pelo  governador e  o seu secretário;

 Enquanto mais e mais dinheiro público é gasto na confecção de novas cédulas de R$ 10,00 e de R$ 20,00;

Enquanto é empossado um novo Diretor do Centro Cultural Amélio Amorim, que no seu todo espaço físico necessita de maiores cuidados;

Enquanto a cidade de Feira de Santana convive com os altos índices de criminalidade e o discurso oficial continua o mesmo, como se crimes sucessivos tivessem de ser uma normalidade;

Enquanto A Cidade da Cultura continua nos oferecendo aos finais de semana música de qualidade e saborosos pratos da cozinha nordestina;

Enquanto no Museu de Arte Contemporânea que fica ao lado da Biblioteca Municipal, teremos às 20 horas de hoje, o lançamento do livro de poesias do Poeta e Fotógrafo Ronaldo da Paixão, também Historiador;

Enquanto aguardamos a próxima Exposição Agropecuária, assim como o 7 de outubro para escolhermos Prefeito e vereadores, vamos mirar o tudo e a todos, com...

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Em meio a parques, catedrais e circos,

em meio a fábricas, cabarés e mortes,

em meio à ânsia de ganhar a sorte,

o homem vive a ilusão da vida!

Não sabe ainda o que é salvar a alma

nem bebe a água ao chegar da lida.

Em meio ao sol do meio-dia infindo

em que o homem geme e chora rindo

o sino -dor repica em sinfonia,

sem harmonia ou canto seja

de quem for a alma da guia

já que o homem anda por tanta agonia

enquanto mil olhos para ele olham

sem querência, como bichos, sem dó

no instante em que o homem cheira

a lixo,

antes mesmo de voltar ao pó...

 

Cézar Ubaldo

Professor, cronista e autor teatral

Cezar Ubaldo

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