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Dezembro chegou

Contos e Crônicas - 04/12/2011

É dezembro chegou, mas nas suas asas ainda não trouxe o Espírito do Natal em quem a maioria das pessoas espera incorporar-se. Dezembro chegou, ainda em primavera, com as árvores floridas procurando mudar as cores da vida, do tempo em cada um de nós. A bem da verdade dezembro chegou e assim como em todos os outros meses do ano há um sentimento de dor transparente por parte de todos, por conta do que lemos, ouvimos e vemos nos noticiários dos jornais escritos, radiofônicos e televisivos a exemplo das matérias que quase em cem por cento abordam o que há de pior no homem: a sua animalidade. E, essas manchetes gritam e ilustram o dia-a-dia das pessoas no processo mercadológico da dor em que pai mata filho dentro da máquina de lavar; pai bate muito na filha de 2 anos e a deixa em casa até morrer; mãe joga o filho dentro de uma fonte; mãe deixa criança dentro de um saco plástico; adolescente mata primo menor de idade;politicos corruptos continuam dominando o país; prisões superlotadas possibilitam rebeliões pais afora e marginais fogem das prisões deixando a sociedade mais vulnerável; número de assassinatos em Feira de Santana vai superar o número de dias do ano, etc, etc, etc.! Entretanto, confrontando com essa realidade tão atroz há pessoas que desejando a luz envolvem-se ainda com o que há de belo e terno,reverenciando a vida numa relação dialógica e profundamente ativa com a vida na sua melhor forma de ser,plena de possibilidades através da educação, das artes, da amizade, do amor, da produção do bem, enfim.

Dezembro já chegou, sim, e como disse, as pessoas aguardam a chegada do Natal para que o Espirito traduzido em Luz penetre mentes e corações dos homens e que a bem-aventurança faça-se presente na doação daqueles que comungam-se em irmandade espiritual e fisica, abortando os temores, acreditando que ainda há tempo de mudar,de refazer o coração construindo o bem no universo da paz.

A barbárie, a beligerância tão presentes no cotidiano de cada um de nós devem ser transformadas no querer a construção de uma vida nova, possivel, se os homens desejarem, deixando de lado todo o interesse material mergulhando em sua própria paz de espirito. E, como sabemos, a raiz da paz, a natureza da paz está dentro de cada um, assim como o Espírito do Natal que não deve ser comemorado apenas como uma data comercial e, sim, como o principio de uma revolução social,do surgimento de um novo homem e de uma existência voltada para o exercicio incansável do bem, que cativa a ele próprio e cultiva a sua flor como a essência do que há de mais humano no ser humano: o amor ao próximo.

Cezar Ubaldo

Cezar Ubaldo
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