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A puta da avenida sete

Poesia - 05/10/2010


São três da manhã.
Ninguém avista:
as pernas,
a bunda,
o busto.
 
As baianas são sempre
mais ditosas,
charmosas,
gostosas.
 
Tem mais curvas,
centímetros,
e chamam mais atenção.
 
 
São três da manhã.
Nada que se possa 
esperar de um carnaval
fora de época,
e de um sexo fleumático.
 
Um sentimento impassível
transcendente a moral
que não tem em nenhum carnaval
o vem e vai sempre tiete.
 
Tieta do sertão, do agreste,
e quando cresce:
vai ser puta na avenida sete.  

Danilo de Oliveira

Danilo de Oliveira
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