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Nada de novo

Poesia - 20/01/2017

e o sol parte-se

          de novo

 

e vejo a amarga letra das horas

           o santo, a aventura e a planície

e vejo o vento e o vidro

                      de novo

 

e há o abraço, há o rei,

   há o traço e a pirâmide

e desmancho os sapatos da morte

e adormeço

e caminho sobre as mágoas da virgem

e divago e decifro e me despeço

                                   de novo

 

e de novo

    passeio sob o sol

                sob o aquário

                sob o cálice de elixir

 

JURACI DÓREA

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