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Autores confirmados para a Flip 2011

Literatura - 25/04/2011
 

 

O corpo de autores confirmados para a Flip 2011 ganha peso a cada dia. Ao todo, já são 13 nomes internacionais, ao lado de dois brasileiros.
Estará em Paraty o norte americano
James Ellroy (foto), referência mundial da literatura policial contemporânea. Na Flip, o autor de Dália Negra lançará Sangue Errante, que completa uma trilogia sobre o submundo americano, composta por Tablóide Americano e 6 mil em espécie, ambos a serem relançados em versão de bolso na Festa Literária.
O maltês, radicado nos EUA,
Joe Sacco estará na Flip com suas reportagens em quadrinhos que testemunham contextos de guerra no Oriente Médio e no Leste Europeu. Sacco é o autor de vários livros já traduzidos para o português como Notas sobre Gazza, Derrotista, Área de Segurança: Gorazde, Palestina: na Faixa de Gaza, Palestina: uma nação ocupada, Uma história de Sarajevo.
Em inglês se apresenta ainda a poetisa escocesa
Carol Ann Duffy (foto), primeira mulher laureada, em 2009, pela Rainha do Reino Unido. Uma das missões de um laureado é escrever poemas para celebrar ocasiões de Estado e eventos envolvendo a Família Real, como aniversários e mortes. Carol Ann será maior representante da poesia na Flip 2011.
Considerado um dos autores europeus mais importantes da atualidade, o húngaro
Péter Esterházy tem uma história pessoal peculiar. Matemático de formação, descende da aristocracia húngara: o avô foi o primeiro-ministro do império Austro-Húngaro, em 1917, e o pai possuía o título de conde. A revelação de que seu pai era informante da polícia ditatorial, resultou em Edição revista (2002), obra em que o Péter reflete sobre sua descoberta destas atividades secretas.
Já a América Latina será muito bem representada pelos colombianos
Héctor Abad e Laura Restrepo e pelos argentinos Andrés Neuman e Pola Oloixarac. Os autores da Colômbia irão apresentar na Flip seus livros mais recentes, com temática semelhante. A Ausência Que Seremos, de Abad, e Heróis Demais, de Restrepo, têm como pano de fundo a militância contra as ditaduras na Colômbia e na Argentina, respectivamente. As obras refletem sobre as marcas deixadas na geração dos pais, que viveram aquele período, e na dos filhos, que guardam apenas lembranças, num jogo de memória em que realidade e ficção se confundem nas narrativas.
Os argentinos Andrés Neuman (foto) e Pola Oloixarac foram incluídos em 2010 na lista da Revista Granta dos “Melhores Jovens Romancistas de Língua Espanhola”. Neuman, aclamado por Roberto Bolaño como um grande nome literário do século XXI, lançou em março no Brasil O viajante do século. Pola, por sua vez, acaba de lançar em português sua obra de estreia, Las teorias salvajes (As teorias selvagens), de 2008.
Uma das influências declaradas de Pola Oloixarac é
Michel Houellebecq (foto), também confirmado para a 9a. Flip. O autor é um dos mais polêmicos escritores franceses: com uma linguagem ácida e direta, trata da miséria afetiva da humanidade, abordando temas controversos, como religião, clonagem e pornografia. Em 2010, Houellebeq recebeu o prestigiado Prêmio Goncourt, com o romance O Mapa e O Território, que será lançado por ocasião da Flip.
Da França, vem também
Claude Lanzmann, escritor e cineasta, mundialmente conhecido pela obra-prima Shoah, um documentário de história oral sobre os campos de concentração. Lanzmann irá lançar no Brasil, em junho de 2011, o livro de memórias A lebre da patagônia, no qual conta sobre seu papel na resistência à ocupação nazista na França, os bastidores de Shoah e sua vida amorosa com Simone de Beauvoir, entre outras recordações que dialogam com a história do século 20.
Outra presença francesa por meio da qual se misturam literatura e cinema, será a do escritor
Emmanuel Carrère (foto), cujos livros estão frequentemente na lista de mais vendidos na França. O escritor, roteirista e diretor já teve várias de suas obras transformadas em filmes e terá dois livros relançados na Flip, O bigode e A colônia de férias.
O italiano
Antonio Tabucchi, também confirmado para a Flip 2011, é autor do aclamado Noturno Indiano, adaptado para o cinema. Dele, também virou filme o romance Afirma Pereira, ambientado na ditadura salazarista e cujo protagonista tornou-se símbolo da liberdade de expressão. Além dessa aproximação com o universo lusitano, Tabucchi tem uma profunda relação com o português, sendo responsável pela edição italiana da obra de Fernando Pessoa e pela tradução de Sentimento do mundo, coletânea poética de Carlos Drummond de Andrade.
Na Flip, também assistiremos em português o angolano, radicado em Portugal,
valter hugo mãe (foto) (que prefere que seu nome e títulos seja escrito assim, em minúsculas). Em Paraty, o escritor lançará a máquina de fazer espanhóis – romance reconhecido nas terras lusas como o grande acontecimento literário português de 2010.
O brasileiro
Edney Silvestre, que já esteve na Festa Literária fazendo cobertura jornalística, agora traz sua experiência como escritor. Sua primeira obra, Se eu Fechar os Olhos Agora, venceu o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria Autor Estreante e conquistou o prestigiado Prêmio Jabuti como Melhor Romance.
Para fechar com chave de ouro, a língua portuguesa será ainda representada pelo o baiano
João Ubaldo Ribeiro (foto), um dos maiores romancistas contemporâneos do Brasil, membro da Academia Brasileira de Letras e autor dos clássicos Sargento Getúlio e Viva o Povo Brasileiro.  Agraciado por duas vezes com o Prêmio Jabuti, terá os livros O feitiço da ilha do pavão (1997) e Um brasileiro em Berlim (1995) relançados durante a Festa Literária em Paraty.

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